Reflexões e Realidades da Assistência Social: O Preço da Ingratidão e a Coragem de Denunciar Autora: Ginildete Manaia Data: 14 de agosto de 2026
Reflexões e Realidades da Assistência Social: O Preço da Ingratidão e a Coragem de Denunciar
Autora: Ginildete Manaia
Data: 14 de agosto de 2026
Quem atua na área social aprende cedo sobre a dualidade humana. Existe um ditado popular que diz: "Alimente um cão e ele será fiel para o resto da vida; alimente um ser humano e ele poderá te apunhalar na primeira oportunidade." Infelizmente, foi exatamente essa a realidade dura que vivenciei recentemente aqui na comunidade.
Minha trajetória sempre foi pautada pela doação ao próximo. Durante anos, atuei como líder comunitária em uma igreja católica da região, doando meu tempo, mobilizando apoios, fornecendo alimentos, roupas e mantimentos para quem mais precisava. Ao vir morar em Lauro de Freitas, continuei exercendo essa mesma empatia no Parque Jóquei Clube, sempre dividindo o pouco que tenho com quem bate à minha porta — seja com um prato de comida, mantimentos ou materiais recicláveis para quem cata lixo. A gente ajuda porque acredita no ciclo da vida: quem já foi ajudado, estende a mão quando pode.
Porém, há quem tenha a memória curta e prefira a má-fé. O que me obriga a vir a público expor esta situação é ver, de perto, práticas inaceitáveis como a exploração e o trabalho infantil.
É revoltante ver mães — um ciclo que passa de mãe para filha na região — que utilizam crianças como escudo ou instrumento de esmola. Fico indignada ao ver mulheres que colocam quatro, cinco, seis crianças para bater de porta em porta pedindo dinheiro e mantimentos, enquanto ficam do outro lado da rua. Crianças sendo usadas até mesmo como cordão humano em momentos de tensão na comunidade.
O absurdo chegou ao ponto em que essas mesmas crianças foram enviadas à minha porta para pedir comida. Nunca neguei um prato de arroz, feijão ou biscoito. Mas o agradecimento veio em forma de armação e covardia.
Recentemente, fui alvo de uma verdadeira emboscada armada por Tarcila Campo Andonio e seu funcionário, Diogo (do material de construção), que mobilizaram pessoas da comunidade — incluindo justamente aquelas que já ajudei com alimentos na minha porta — para me hostilizar, ameaçar, xingar e tentar destruir minha integridade e minha carreira profissional.
É de uma baixeza sem tamanho ver pessoas se venderem barato por migalhas: um saco de cimento, alguns blocos ou uma cesta básica em troca de servirem de massa de manobra para atacar os outros. Fui alvo de ofensas gratuitas, de xingamentos e de tentativas de difamação por quem só sabe agir em bando, acobertando e se aliando a práticas reprováveis.
Deixo aqui este registro público e o meu recado direto: eu não tenho medo de intimidação, seja de quem for. Tenho registros em vídeo de todas essas situações, incluindo o comportamento daqueles que vêm pedir ajuda na minha casa e depois se prestam ao papel de atacar os outros a mando de terceiros.
Se continuarem inventando mentiras, distorcendo conversas ou tentando macular minha honra e minha trajetória como assistente social, não exitarei em expor publicamente a cara e os vídeos de cada um dos envolvidos. Acordem para a vida: quem usa os outros para o mal e oferece migalhas em troca de favores sujos não respeita ninguém. A verdade precisa ser dita, e o véu da hipocrisia precisa cair.
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