GRITO POR JUSTIÇA: Quando o sistema desenhado para proteger se torna o agressor.
GRITO POR JUSTIÇA: Quando o sistema desenhado para proteger se torna o agressor Por Ginildete Manaia Assistente Social, Técnica em Reabilitação de Dependentes Químicos, Especialista em ABA (Autismo) e Pós-graduada em Docência do Ensino Superior com Ludopedagogia. Eu não escrevo apenas como uma cidadã indignada; escrevo como uma mulher que dedicou a vida a entender as leis, a reabilitar pessoas e a lutar pelos direitos dos vulneráveis. Hoje, no entanto, a vulnerável sou eu. E o que me agride não é apenas a mão do vizinho que me empurrou ou a água que queimou meu instrumento de trabalho; o que me violenta agora é o silêncio e a conivência de quem deveria me dar proteção. Fui agredida na porta da minha própria casa. Sofri violência física, verbal e psicológica. Vi meu patrimônio ser destruído — meu celular, meu portão, minha paz. Mas, ao chegar na 23ª Delegacia de Lauro de Freitas em busca de amparo, encontrei um muro de descaso. Ouvi de outra mulher, de uma servidora pública, que...