A Engrenagem da Escassez: O Voto como Mercadoria e a Erosão da Cidadania Por Ginildete Manaia
A Engrenagem da Escassez: O Voto como Mercadoria e a Erosão da Cidadania Por Ginildete Manaia No cenário das aproximações eleitorais, o que testemunhamos não é apenas o exercício da democracia, mas a reiteração de um ciclo perverso onde a dignidade humana é precificada. Como assistente social e observadora das dinâmicas de poder, vejo de perto a metamorfose do direito em favor. O voto, que deveria ser a ferramenta máxima de soberania popular, é degradado a uma moeda de troca em um balcão de negócios regido pela urgência da fome e pelo desespero da desassistência. O fenômeno que presenciamos em municípios como Lauro de Freitas — e que reverbera em instâncias que vão das prefeituras à presidência — é a materialização da mais-valia social . Enquanto a burguesia política ocupa cadeiras para garantir a manutenção de privilégios e a reprodução do capital, o proletariado e as camadas mais vulneráveis (a população negra, os moradores de periferias, os desempregados) são empurrados para ...