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O Labirinto do Trauma: Desvendando a Patologia do Eterno Presente ​ Por: Ginildete Manaia

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O Labirinto do Trauma: Desvendando a Patologia do Eterno Presente  ​Por: Ginildete Manaia Assistente Social, Técnica em Reabilitação e Especialista em ABA e Ludopedagogia ​Em minha trajetória dedicada à reabilitação e ao estudo do comportamento humano, compreendo o Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT) não como uma simples lembrança dolorosa, mas como uma ruptura profunda na cronologia do ser. No TEPT, o tempo deixa de ser linear: o passado não se extingue, ele invade o presente com a força de uma ameaça imediata. ​A Gênese e os Exemplos do Trauma  ​Através da minha análise técnica, observo que este transtorno se consolida quando o sistema nervoso sucumbe a um evento avassalador. A etiologia do TEPT é variada, mas manifesta-se em padrões claros de desregulação: ​Violência Interpessoal: Vítimas de assaltos ou agressões que passam a viver em hipervigilância, interpretando sons cotidianos como sinais de perigo iminente. ​Abusos Negligenciados: Traumas de infância que fragm...

A Conivência Silenciosa: O Peso Ético e Jurídico de Defender o Inadmissível. Por: ​Ginildete Manaia

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A Conivência Silenciosa: O Peso Ético e Jurídico de Defender o Inadmissível  ​Ginildete Manaia Assistente Social, Técnica em Reabilitação de Dependentes Químicos, Especialista em ABA e Psicanalista Clínica ​Em minha trajetória profissional, lidando diariamente com a complexidade do comportamento humano e a fragilidade das relações sociais, deparo-me com um fenômeno perturbador: a defesa pública ou velada de abusadores e agressores. Quando alguém se levanta para justificar, minimizar ou proteger quem comete atos de violência, não estamos diante apenas de uma opinião pessoal, mas de uma forma perigosa de conivência que perpetua o ciclo de dor das vítimas. ​Entendo, sob a ótica da psicanálise e do serviço social, que essa defesa muitas vezes se esconde atrás de laços afetivos ou de uma negação da realidade. No entanto, é preciso ser enfática: quem defende um agressor torna-se cúmplice moral da agressão. Ao relativizar a violência — seja ela física, psicológica ou sexual — ...