Relato de Experiência e Denúncia Institucional​ na 23ªDelegaciaTerritorial de Lauro de Freitas. Por: Ginildete Manaia

Relato de Experiência e Denúncia Institucional
​Por: Ginildete Manaia
​Eu, Ginildete Manaia, Assistente Social e profissional da área de reabilitação e saúde, venho por meio deste documento registrar o grave histórico de violência, prevaricação, improbidade administrativa e coação institucional de que sou vítima na 23ª Delegacia Territorial de Lauro de Freitas, bem como a grave omissão de agentes da Polícia Militar da Bahia. O que deveria ser um aparato de proteção do Estado tornou-se, por meio do conluio de servidores, um cenário de impunidade e perseguição contra mim e minha família.
​O histórico dos fatos estruturado em minha vivência demonstra a gravidade e a materialidade da situação:
​A Agressão Inicial e a Manipulação de Provas: Fui vítima de uma violenta agressão física que resultou em lesão no meu braço. No momento do ocorrido, fui eu e minha família que acionamos as forças policiais para buscar socorro e justiça. O agressor principal, agindo em conluio com o proprietário de um depósito de material de construção e sua esposa — que já havia me agredido e acionado faccionados do Bonde do Maluco (BDM) da comunidade do Chafariz para me intimidar —, utilizou recortes manipulados de um vídeo para inverter a narrativa, alegando falsas influências políticas e policiais para se colocar como vítima.
Os agressores o pai e o filho do qual não tenho nenhum contato ou aproximação danificou o meu aparelho celular, jogou um balde de água em mim e mim esticou e empurram, fatos registrados em vídeo e na posse  da própria delegada e escrivã da 23ª Delegacia Territorial de Lauro de Freitas.
Porém no boletim de ocorrência não foi registrado a participação do filho desse indivíduo,  houve uma nítida proteção  dos agressores e tentativas de mim criminalizar, posteriormente os agressores utilizam o sistema judiciário para praticar fraude processual e litigância de Má-Fé.
​Fraude Processual na 23ª DT: 
Ao me apresentar na delegacia ferida, com o braço visivelmente lesionado para registrar o fato, deparei-me com um boletim de ocorrência já pronto e forjado pelas servidoras públicas de plantão — especificamente a escrivã e a delegada. Fui coagida e ameaçada por elas para assinar um documento que não continha a minha versão dos fatos, em um ato explícito de tentativa de me incriminar. Além disso, as servidoras agiram com profunda omissão ao ignorarem a participação de um segundo agressor, mesmo tendo a posse do vídeo integral que comprovava as agressões sofridas por mim.
​Omissão Dolosa e Prevaricação da Polícia Militar (Flagrante Ignorado): A escalada da violência culminou em uma tentativa de homicídio praticada por um amigo do agressor, que arremessou uma garrafa de vidro contra mim e puxou uma arma de fogo na presença da minha filha. Diante do meu chamado, policiais militares compareceram ao local, mas se recusaram a agir como deveria em caso de flagrante supracitado. 
Os agressores estavam na minha porta, em visível estado de embriaguez e sob efeito de substâncias entorpecentes, me caluniando e desferindo xingamentos. Eu possuo provas em vídeo que comprovam a participação e a omissão deliberada desses policiais militares, que ignoraram o flagrante e a prova material do crime que estava caída diretamente no passeio da minha casa. Minha filha ainda foi coagida e ameaçada de morte para não relatar o que presenciou.
​Continuidade Delitiva, Litigância de Má-Fé e Perseguição Familiar: Foi justamente essa omissão sistêmica e o conluio entre os servidores da 23ª DT e da Polícia Militar que empoderaram os criminosos. Mesmo diante da gravidade, novos boletins de ocorrência foram registrados na 23ª DT, onde o padrão de distorção de fatos e tentativas de me incriminar persistiu por parte dos envolvidos. Hoje, eles agem em explícita litigância de má-fé perante a Justiça, utilizando o sistema para tentar me culpar, enquanto mantêm uma rotina de coação, ameaças de morte e perseguição direcionada não apenas a mim, mas também aos meus filhos, destruindo a paz e a segurança da minha família.
​Este relato expõe que a violência que sofri nas ruas foi chancelada e ampliada pela corrupção funcional de agentes públicos que prevaricaram, violando frontalmente a lei e o dever de proteção ao cidadão.

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