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30 de Abril: O Dia Nacional da Mulher sob o Verniz da Hipocrisia Institucional​ Artigo de Opinião: Ginildete Manaia

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30 de Abril: O Dia Nacional da Mulher sob o Verniz da Hipocrisia Institucional ​Artigo de Opinião: Ginildete Manaia ​Hoje, 30 de abril, o calendário oficial nos convoca a celebrar o Dia Nacional da Mulher. Mas, enquanto flores e frases de efeito inundam as redes sociais, eu me pergunto: que mulher estamos celebrando quando o próprio sistema desenhado para nos proteger se torna o nosso segundo agressor? Como assistente social e defensora dos Direitos Humanos, minha trajetória sempre foi pautada pela voz dos vulneráveis, mas hoje minha voz carrega a acidez de quem sentiu na pele o peso da negligência e da corrupção sistêmica. ​O reconhecimento desta data é necessário, porém, para mim, ele é um convite amargo à reflexão. Recentemente, vivi um cenário de horror que não ocorreu em um beco escuro, mas dentro da 23ª Delegacia de Lauro de Freitas. Fui agredida na porta de minha casa por dois homens. Com o corpo marcado e provas irrefutáveis em vídeo, busquei o amparo do Estado. O que encontrei...

Do Altar ao Abismo: O Arquétipo da Traição Bíblica e o Refinamento do Mau Caráter na Atualidade​. Por Ginildete Manaia

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Ao observar o cenário social contemporâneo, sou tomada por uma percepção incômoda, mas inevitável: o ser humano não evoluiu em sua essência moral; ele apenas sofisticou suas táticas. Quando mergulho nas narrativas bíblicas sobre traição, inveja e cobiça, não vejo apenas relatos de séculos atrás, mas um espelho nítido — e assustador — do que vivemos hoje em nossas relações familiares, círculos de amizade e ambientes corporativos. ​O que mudou de Caim para o colega de trabalho que sabota seu projeto em busca de uma promoção? O que mudou dos irmãos de José para o familiar que sorri à mesa, mas conspira pelas costas para tomar o que é seu por direito? A resposta é: nada, exceto o refinamento da hipocrisia. Antigamente, a traição muitas vezes terminava em sangue; hoje, ela se manifesta no assassinato de reputações, na manipulação psicológica e na busca desenfreada por uma "cadeira" ou um destaque social que alimente o ego. ​Reflito sobre como a disputa pelo poder — seja ele o tron...

O Uso do Espelho no AEE e na Clínica: Recurso ou Risco? ​Por: Ginildete Manaia

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O Uso do Espelho no AEE e na Clínica: Recurso ou Risco? ​Por: Ginildete Manaia ​Na intervenção ABA e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), o ambiente é o nosso terceiro professor. Por isso, a estrutura física de escolas e clínicas deve priorizar a segurança funcional acima da estética. ​O espelho é uma ferramenta valiosa, mas seu uso exige critérios rigorosos. ​🔍 Quando utilizamos? ​Auto-reconhecimento: Construção da consciência corporal. ​Imitação e Fala: Suporte visual para articulação de fonemas e movimentos faciais. ​Esquema Corporal: Identificação das partes do corpo. ​⚠️ Onde mora o perigo? ​Muitas salas, tanto públicas quanto privadas, utilizam espelhos comuns de vidro em alturas acessíveis. Em momentos de crise ou busca sensorial intensa (fase hática/oral), esse objeto pode se tornar uma arma, causando acidentes graves se for puxado ou quebrado. ​🛠️ Cuidados Indispensáveis: ​Material: Substituir vidro por acrílico espelhado (inquebrável). ​Fixação: Deve ser embutido...

Dia Mundial da Terra: Onde o Direito Humano Encontra o Solo – 22 de Abril​. Artigo de Opinião: Ginildete Manaia

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Dia Mundial da Terra: Onde o Direito Humano Encontra o Solo – 22 de Abril ​Artigo de Opinião: Ginildete Manaia ​Neste 22 de abril, data que marca tanto o Dia Mundial da Terra quanto o "descobrimento" do Brasil, não vejo apenas uma paisagem, mas um organismo vivo que exige resistência. Como assistente social e defensora dos direitos humanos, minha trajetória me ensinou que não há justiça social em solo devastado. A fome e a exclusão são filhas diretas da degradação ambiental. ​Minha prática não se encerra no discurso; ela ganha corpo na militância ativa em projetos como o Greenpeace e o Limpa Brasil. No entanto, minha reflexão hoje é atravessada pela indignação. É impossível falar de preservação sem denunciar a postura de políticos que, em pleno 2026, ainda operam sob a mentalidade colonial de 1500. Assistimos a tentativas vergonhosas de rifar a nossa Amazônia, entregando nossa soberania e biodiversidade para a exploração estrangeira. ​É um ciclo vicioso: a mesma lógica extrat...

​O Dia do Descobrimento do Brasil e a Reflexão Sobre a Exploração Atual – 22 de Abril​. Artigo de Opinião: Ginildete Manaia

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​O Dia do Descobrimento do Brasil e a Reflexão Sobre a Exploração Atual – 22 de Abril ​Artigo de Opinião: Ginildete Manaia ​Acordo hoje, 22 de abril, com aquela sensação de quem esqueceu a torneira aberta — ou melhor, de quem viu a história ser escrita com tinta de pau-brasil e sangue, mas insiste em ler a versão colorida do livro didático. Dizem que "descobri" este lugar em 1500. É fascinante, não é? Eu chego em uma terra com milhões de pessoas, bato o cajado no chão e proclamo: "Vejam só, estava vazio! Que sorte a minha!". É o auge da minha ironia histórica: agir como o hóspede que invade a festa, toma o lugar do anfitrião e ainda reclama que o buffet de recursos naturais está demorando para ser servido. ​Eu olho para as caravelas de outrora e vejo que elas apenas trocaram de figurino. Antes, eu buscava ouro e madeira; hoje, o figurino é mais "moderno", corporativo, com termos em inglês, mas a sede é a mesma. Sinto um amargor ao perceber que, em pleno 20...

21 DE ABRIL: O SAL DA TERRA E O AÇÚCAR DOS CORRUPTOS — UM BRINDE AO MARTÍRIO DE ONTEM E ÀS FALCATRUAS DE HOJE. ​Por: Ginildete Manaia

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21 DE ABRIL: O SAL DA TERRA E O AÇÚCAR DOS CORRUPTOS — UM BRINDE AO MARTÍRIO DE ONTEM E ÀS FALCATRUAS DE HOJE  ​Por: Ginildete Manaia Assistente Social, Especialista em ABA e Docência do Ensino Superior ​Se eu pudesse convidar Joaquim José da Silva Xavier para um café hoje, em plena Praça dos Três Poderes, imagino que ele pediria para ser enforcado novamente — desta vez, por livre e espontânea vontade. É fascinante, para não dizer tragicômico, observar como a estética do sacrifício mudou. Em 1792, precisávamos de cordas, sal e baionetas para calar uma ideia. Hoje, usamos o foro privilegiado, as emendas de relator e o cinismo perfumado de quem ocupa as cadeiras que Tiradentes sonhou em libertar. ​Eu me pego pensando: como seria a execução de um "inconfidente" moderno? Se Tiradentes vivesse hoje e ousasse denunciar as opressões e as milícias que corroem as nossas instituições, ele não seria levado ao patíbulo. Não, o sistema atual é muito mais sofisticado. A corda de sisal foi ...

A Tríade da Minha Essência: Autocuidado, Resiliência e Autoconfiança — Para os Juízes de Plantão​. Ginildete Manaia

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​A vida, em sua complexidade inerente, não costuma pedir licença para nos confrontar com o inesperado. Ao longo da minha trajetória, compreendi que a existência não é um mar estático, mas um oceano revolto onde a resiliência não é apenas a capacidade de resistir, mas a arte de se transmutar diante das pressões. Não se trata de ser inquebrável, mas de ter a coragem de recolher os próprios fragmentos e reconstruir-se com uma têmpera ainda mais refinada. ​Nesse processo de constante lapidação, a autoconfiança revelou-se o pilar central que sustenta minha lucidez. E é com essa mesma confiança que deixo um recado aos "juízes indefectíveis" da vida alheia, tão ocupados em analisar o grão das minhas fotos: sim, uso recursos de edição e ajustes de tons. Diante de limitações técnicas e câmeras que falham, eu domino as ferramentas para entregar a melhor versão visual do que apresento. Se tenho o recurso para aprimorar a estética, por que não o faria? ​Para sustentar essa estrutura, o a...