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O Caos não é seu inimigo: O que aprendi com Sêneca e Taleb. Por: Ginildete Manaia 

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O Caos não é seu inimigo: O que aprendi com Sêneca e Taleb. Por: Ginildete Manaia  ​Sempre me perguntam como manter o equilíbrio em um mundo que parece desmoronar a cada esquina. A resposta que encontrei não está na busca por uma paz artificial, mas na Antifragilidade. ​Taleb nos ensina que o frágil quebra no caos, o robusto apenas resiste, mas o antifrágil — este sim — se beneficia da desordem. É como o músculo que só cresce sob a tensão do peso. Mas essa ideia não é nova; ela ecoa o que Sêneca já praticava no Império Romano. ​Sêneca era um homem de posses, mas praticava a "premeditação dos males". Ele não esperava o pior acontecer para saber o que fazer; ele já tinha "perdido tudo" em sua mente antes mesmo de acontecer. Isso não é pessimismo, é estratégia de sobrevivência.

Segurança Pública em Lauro de Freitas: A Prática Precisa Superar a Superficialidade.

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Segurança Pública em Lauro de Freitas: A Prática Precisa Superar a Superficialidade ​ Por: Ginildete Manaia Psicanalista Clínica, Assistente Social e Especialista Técnica em Reabilitação de Dependência Química ​Como profissional dedicada à saúde mental e às relações interpessoais, acompanho as recentes capacitações da Guarda Municipal de Lauro de Freitas voltadas ao atendimento de pessoas neurodivergentes. Embora o tema seja essencial, sinto-me no dever de pontuar que a verdadeira humanização não se conquista apenas com certificados ou ações pontuais para ganhar visibilidade em redes sociais. ​Minha análise sobre o cenário atual é clara: ​ Capacitação Contínua, não Eventual: O atendimento atento e a garantia de direitos das pessoas neurodivergentes são fundamentais, mas a capacitação deve ser um processo contínuo de aprendizagem sobre o trato com o ser humano. O que vemos, muitas vezes, é um abismo entre as teorias apresentadas e a prática real nas ruas. ​ O Fim do "Market...

O Espelho Partido da Gamboa: Onde a Vista Vale Mais que a Vida. ​Por: Ginildete Manaia

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O Espelho Partido da Gamboa: Onde a Vista Vale Mais que a Vida ​ Por: Ginildete Manaia Assistente Social, Técnica em Reabilitação em Dependência Química e Psicanalista Clínica ​Olho para a Gamboa e não vejo apenas um cartão-postal. Vejo um campo de batalha silencioso, onde o azul do mar da Baía de Todos-os-Santos contrasta com o cinza do descaso que tenta desbotar a pele de quem ali resiste. Estar cercada pela elite, vizinha do poder e da opulência, não é um privilégio para aquela comunidade; é um alvo nas costas. ​Eu sei o que é sentir na pele o peso de ser "indesejável". Vivi isso desde a infância. As marcas das ações policiais — sempre ostensivas, abusivas e carregadas de um ódio que não se explica, mas se sente — deixaram traumas que a maturidade não apaga, apenas ensina a canalizar. Cresci vendo o Estado entrar na comunidade não com direitos, mas com o pé na porta. E o que me revolta é perceber que, décadas depois, o cenário só se sofisticou na sua crueldade. ​A eli...

O Resgate da Dignidade do Eu ​ Reflexões e práticas entre a psicanálise e a reabilitação para reconstruir sua autoestima. ​Por: Ginildete Manaia

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O Resgate da Dignidade do Eu ​Reflexões e práticas entre a psicanálise e a reabilitação para reconstruir sua autoestima.  ​Por: Ginildete Manaia ​Ao longo da minha trajetória como assistente social, psicanalista e técnica em reabilitação, aprendi que a dor da desvalorização é uma das feridas mais profundas que um ser humano pode carregar. Muitas vezes, o que nos separa do renascimento não é a falta de vontade, mas a ausência de uma escuta que realmente cure. ​Neste trabalho, convido você a olhar para a autoestima além da estética. Para mim, ela é a espinha dorsal da dignidade humana. Sem ela, aceitamos migalhas de existência e nos tornamos prisioneiros de ciclos de abuso e dependência. Minha proposta aqui é unir a profundidade da investigação psicanalítica à urgência prática da reabilitação. ​Ao ler estas reflexões, você não encontrará fórmulas mágicas, mas ferramentas para: ​Mapear suas feridas emocionais e identificar as vozes que não são suas; ​Desconstruir a fantasi...

O Silêncio que Segrega: Reflexões sobre a Intolerância Religiosa e a Saúde Mental ​Por: Ginildete Manaia Assistente Social, Psicanalista Clínica e Técnica em Reabilitação em Dependência Química.

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O Silêncio que Segrega: Reflexões sobre a Intolerância Religiosa e a Saúde Mental ​ Por: Ginildete Manaia Assistente Social, Psicanalista Clínica e Técnica em Reabilitação em Dependência Química ​No dia 21 de janeiro , celebramos o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa. Para mim, esta data não é apenas um marco no calendário civil, mas um convite profundo à análise sobre como o preconceito reverbera na alma e na estrutura da nossa sociedade. ​Em minha trajetória, transitando entre a assistência social e a psicanálise, observo que a fé — ou a ausência dela — é um dos pilares centrais da identidade humana. Como preconiza o Código de Ética do Assistente Social , meu compromisso é com a "eliminação de todas as formas de preconceito, incentivando o respeito à diversidade". A intolerância religiosa é uma violação de direitos humanos que fragmenta o tecido social e marginaliza sujeitos. ​Do ponto de vista psicanalítico, a intolerância revela uma dificuldade em lidar ...

A Hipocrisia do Estado e a Ganância sobre a Vulnerabilidade Juvenil​ Por: Ginildete Manaia

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A Hipocrisia do Estado e a Ganância sobre a Vulnerabilidade Juvenil ​Por: Ginildete Manaia Assistente Social, Psicanalista Clínica e Técnica em Reabilitação de Dependentes Químicos. ​Vivemos tempos de festa, mas, para mim, o cenário por trás dos holofotes é de uma profunda crise ética. Como profissional da saúde mental e social, não posso me calar diante da hipocrisia do Estado e da ganância desenfreada por status e dinheiro que atropela o futuro das nossas crianças e adolescentes. ​A Lei e a Realidade das Ruas ​É fundamental recordar que a lei não é uma sugestão. A Lei Federal nº 13.106/2015, que alterou o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), tornou crime vender, fornecer, servir, ministrar ou entregar bebida alcoólica a menores de 18 anos. A pena prevista é de detenção de 2 a 4 anos, além de multa. ​Apesar do rigor do texto legal e da presença constante de autoridades — juízes, promotores, advogados e policiais — nas nossas festas de largo, o que testemunho na capital baiana e...

CARTA ABERTA: A Escola como Território Sócio-Jurídico e o Direito à Cidade​ Ginildete Manaia Assistente Social | Técnica em Reabilitação de Dependência Química | Psicanalista Clínica

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CARTA ABERTA: A Escola como Território Sócio-Jurídico e o Direito à Cidade ​ Ginildete Manaia Assistente Social | Técnica em Reabilitação de Dependência Química | Psicanalista Clínica ​ Aos colegas, gestores e à sociedade civil, ​Escrevo para convocar uma reflexão sobre a nossa responsabilidade para além dos muros escolares. A escola não é uma ilha; ela é um espaço sócio-jurídico de garantia de direitos e um nó central na malha da cidade. Quando falamos de educação, estamos falando de Direitos Humanos, de cidadania e do ambiente onde nossa juventude se projeta para o mundo. ​A Escola no Espaço Sócio-Jurídico ​Nossa atuação dentro da instituição de ensino é, por natureza, jurídica. Quando identificamos uma violação, quando emitimos um parecer ou quando sinalizamos uma agressão — como a que eu mesma vivenciei por parte de um educador desprovido de ética — estamos operando o Direito. A escola é onde o Estado se faz presente para proteger ou para falhar. Não ...