GRITO POR JUSTIÇA: Quando o sistema desenhado para proteger se torna o agressor.

GRITO POR JUSTIÇA: Quando o sistema desenhado para proteger se torna o agressor

Por Ginildete Manaia

Assistente Social, Técnica em Reabilitação de Dependentes Químicos, Especialista em ABA (Autismo) e Pós-graduada em Docência do Ensino Superior com Ludopedagogia.

​Eu não escrevo apenas como uma cidadã indignada; escrevo como uma mulher que dedicou a vida a entender as leis, a reabilitar pessoas e a lutar pelos direitos dos vulneráveis. Hoje, no entanto, a vulnerável sou eu. E o que me agride não é apenas a mão do vizinho que me empurrou ou a água que queimou meu instrumento de trabalho; o que me violenta agora é o silêncio e a conivência de quem deveria me dar proteção.

​Fui agredida na porta da minha própria casa. Sofri violência física, verbal e psicológica. Vi meu patrimônio ser destruído — meu celular, meu portão, minha paz. Mas, ao chegar na 23ª Delegacia de Lauro de Freitas em busca de amparo, encontrei um muro de descaso. Ouvi de outra mulher, de uma servidora pública, que o meu sofrimento era "apenas um puxão", um "empurrãozinho". Fui "aconselhada" a me calar por morar em uma "comunidade perigosa".

Que justiça é essa que seleciona quem tem direito à voz?

​Existe um vídeo. As provas são claras e estão em posse da autoridade policial. Mas parece que a amizade entre agressores e quem detém o poder local fala mais alto que o Código Penal. O que estou vivendo é a personificação da prevaricação, do abuso de poder e da improbidade administrativa. Enquanto profissional da área social, eu sei identificar uma violação de Direitos Humanos, e é exatamente isso que está acontecendo comigo agora: uma revitimização institucional institucionalizada.

​O dano não é só físico. É econômico, pois perdi meu meio de trabalho. É profissional, pois tentam manchar a imagem que construí com anos de estudo e docência. É familiar, pois sinto o peso da injustiça dentro do meu seio doméstico.

Eu não vou me calar. Não aceito o "coronelismo" travestido de segurança pública. Não aceito que minha dignidade seja negociada em balcões de delegacias por causa de influências políticas ou amizades de vizinhos.

​Este é o meu pedido de socorro, mas é também o meu grito de guerra. Se uma Assistente Social, especialista em direitos e intervenções, é silenciada dessa forma, o que resta para quem não tem voz?

​Exijo que o Ministério Público, a Corregedoria da Polícia Civil e os órgãos de Direitos Humanos olhem para Lauro de Freitas. A lei é para todos, e eu não vou parar até que o meu direito de viver sem medo seja respeitado.

Justiça por mim, pelos meus filhos e por todas que o sistema tentou calar.


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O mundo não se divide em pessoas boas e más. Todos temos luz e trevas dentro de nós. O que importa é o lado o qual decidimos agir. Isso é o que realmente somos. Sirius Black Harry Potter e a Ordem da Fênix Maquiagem: Ginildete Manaia Manaia Ginildete Manaia Figurino completo: Ginildete Manaia Fotos: Ginildete Manaia#ginildete #halloween2024 #laurodefreitas #axe #felicidade #bahia #figurino #olhardefrente #noticiasdehoje #fotoscriativas #customizaçãoderoupas #foto