O Voto como Ferramenta de Ruptura: Por uma Consciência de Classe e Justiça Fiscal

O Voto como Ferramenta de Ruptura: Por uma Consciência de Classe e Justiça Fiscal

Ginildete Manaia


​As eleições de 2026 se aproximam e, com elas, a responsabilidade de decidir os rumos do nosso país para os cargos de Presidente da República e Governador, além das cadeiras no Legislativo. Esses dois postos do Executivo são os pilares da administração pública; eles gerem o orçamento, definem as prioridades de investimento e, acima de tudo, possuem o poder de sancionar ou vetar leis que impactam diretamente o meu e o seu bolso. A importância de escolher quem ocupará essas cadeiras vai muito além de uma simples preferência partidária: trata-se de decidir quem terá a chave do cofre e o destino dos nossos direitos.

​O que percebo hoje é uma política feita de maquiagem. Enquanto os palanques se enchem de promessas, o que vemos na prática é uma estrutura desenhada para engordar os bolsos e as contas da classe política, enquanto o trabalhador proletariado se exaure para manter o sistema em pé. Somos nós, que suamos diariamente, que arcamos com uma carga de impostos e taxas abusivas que parecem nunca retornar em serviços de qualidade.

​É preciso que todos nós façamos uma reflexão profunda sobre a propriedade e o que é legitimamente nosso. Cobranças como IPTU, IPVA e licenciamentos recaem sobre bens que já conquistamos com esforço, tornando o Estado um sócio eterno do nosso patrimônio. Onde está a justiça fiscal quando o pobre paga proporcionalmente muito mais do que as grandes fortunas? Onde está a justiça social quando o dinheiro dos nossos impostos serve para manter privilégios em vez de garantir direitos fundamentais?

​Acredito que o Brasil precisa, urgentemente, de um "tratamento de choque" de cidadania. Não podemos mais abaixar a cabeça ou nos deixar cegar por divisões partidárias entre "A" ou "B". A corrupção e a exploração fiscal são problemas de interesse coletivo que não escolhem ideologia; elas atingem a todos nós. Precisamos olhar para o exemplo de outras nações onde a população se une em massa, vai para as ruas e retira do poder quem está "tirando onda" com a cara do povo.

​Lutar por nossos direitos não é apenas um desejo, é um dever. O nosso espaço como cidadãos é conquistado através da cobrança implacável por uma justiça que nos garanta dignidade, e não que legitime a retirada de nossas conquistas. Em 2026, meu voto — e o seu — deve ser uma ferramenta de cobrança. Chega de aceitar migalhas enquanto o sistema se farta. É hora de união, de força e de exigir que o Estado sirva a quem o sustenta: o povo brasileiro.

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