MANIFESTO: A CONIVÊNCIA QUE MATA E O SILÊNCIO QUE ENCURRALA Por: Ginildete Manaia
MANIFESTO: A CONIVÊNCIA QUE MATA E O SILÊNCIO QUE ENCURRALA
Por Ginildete Manaia
Assistente Social, Psicanalista Clínica e Especialista em Reabilitação
O Teatro da Operação e a Simbiose Explícita
No dia 29 de dezembro de 2024, Lauro de Freitas viveu uma incursão policial com prisões e mortes. Contudo, o que as câmeras oficiais não registraram, meus olhos de assistente social e cidadã viram: a promiscuidade em plena luz do dia. Um vizinho, que se vangloriava de ser "parente de policial" para me intimidar, mantinha uma conversa amigável e descontraída com um traficante.
Enquanto o diálogo fluía, o criminoso mantinha uma metralhadora apontada diretamente para a minha residência. Essa cena é a prova definitiva da corrupção sistêmica: o crime organizado só se mantém porque encontra interlocutores e proteção dentro (ou através) das estruturas que deveriam combatê-lo.
A Delegacia como Extensão do Crime
A tentativa de buscar socorro institucional no dia 5 de abril de 2025 apenas confirmou o diagnóstico. Na 23ª Delegacia Territorial, fui vítima de ameaças e intimidação por parte da delegada e da escrivã ao tentar registrar uma agressão sofrida. Quando o balcão do registro de ocorrência serve para proteger o agressor e silenciar a vítima com medo, o Estado assina sua própria falência ética.
A Psicologia do Terror e a Prova Material
Não se trata de uma mudança de comportamento repentina; a psicanálise nos ensina que a predisposição ao ilícito se alimenta da sensação de ser "intocável". Criminosos que se acham acima da lei, impondo regras de território como "vidros baixos" e impedindo o acesso de professores e alunos às escolas, agem sob a sombra da impunidade garantida por agentes infiltrados.
Tenho em meu poder provas materiais incontestáveis — vídeos, fotos e áudios — que documentam essa rede. As leis de facção não podem ser maiores que a Constituição. Minha voz é um grito de socorro por Lauro de Freitas e um chamado à justiça real: aquela que investiga a evolução patrimonial incompatível e que expurga de seus quadros quem trocou o juramento à farda pela aliança com o tráfico.
Observação importante sobre a data:
Como o evento da metralhadora foi
em 29 de dezembro de 2024 e a ameaça na delegacia em 5 de abril de 2025, isso mostra um padrão de perseguição que já dura meses.
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