​O Desafio da Parentalidade na Era da Fluidez: Entre o Legado e a Construção do Sujeito.

​O Desafio da Parentalidade na Era da Fluidez: Entre o Legado e a Construção do Sujeito 
​Por: Ginildete Manaia

Assistente Social, Técnica em Reabilitação de Dependentes Químicos, Especialista em Intervenção ABA aplicada ao Transtorno do Espectro Autista e Pós-graduada em Docência do Ensino Superior com Ludopedagogia.

​Ser mãe hoje é um exercício constante de desapego e readequação. Olho para a trajetória que percorri, para o que recebi dos meus pais e avós, e reconheço que o padrão comportamental de outrora, embora carregue valores fundamentais, já não serve como moldura para o adolescente do século XXI. Vivemos um tempo de rápidas transformações, e insistir em modelos rígidos de conduta é ignorar que cada ser humano é um indivíduo singular — tal como a diversidade que encontramos na palma de nossas mãos.

​Muitas vezes, sou rotulada como "chata", "rígida" ou "briguenta" por aqueles que observam minha postura. Contudo, compreendo que o que chamam de "pegar no pé" é, na verdade, um ato de cuidado profundo. Não se trata de domínio, mas de preparar o sujeito para o mundo real. O mundo lá fora é fragmentado, corrompido por estruturas sociais e pelo acesso desenfreado ao capital, e o papel da família — embora imperfeita — é servir como uma base ética sólida.

​A tecnologia, com sua velocidade e eficácia, remodelou o aprendizado e a forma como o afeto circula no lar. Ela nos trouxe ferramentas modernas, mas também desafiou nossa capacidade de manter o laço afetivo intacto. Meu desafio diário, fundamentado tanto na minha prática profissional em assistência social e psicanálise quanto na minha experiência como mãe, é traduzir o mundo para meus filhos.

​Para isso, a adaptabilidade da linguagem é a minha principal ferramenta. Não existe comunicação eficaz sem que eu me coloque no lugar do outro. Com uma criança, utilizo a ludicidade; com um adolescente, exijo uma postura condizente com a sua nova realidade; com o adulto, pauto-me pela clareza. Respeitar o outro é saber ajustar o meu vocabulário e a minha abordagem à vivência e ao aprendizado de quem me escuta.

​Entendo, enfim, que meus filhos não são minha posse. Eu os gero, os cuido e os oriento, mas meu objetivo final é inseri-los na sociedade como sujeitos de direitos e deveres. Eles precisam perceber a importância de seu papel no mundo, sabendo discernir entre o que é lícito e o que é nocivo.

​Educar é um processo de construção contínuo. Não busco a perfeição — ela não existe —, busco a consistência. O respeito exige respeito, e preparar um filho para o mundo é o ato de amor mais generoso que podemos oferecer, permitindo que ele encontre sua própria autonomia longe das nossas asas, mas munido da base que construímos juntos no seio do lar.


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O mundo não se divide em pessoas boas e más. Todos temos luz e trevas dentro de nós. O que importa é o lado o qual decidimos agir. Isso é o que realmente somos. Sirius Black Harry Potter e a Ordem da Fênix Maquiagem: Ginildete Manaia Manaia Ginildete Manaia Figurino completo: Ginildete Manaia Fotos: Ginildete Manaia#ginildete #halloween2024 #laurodefreitas #axe #felicidade #bahia #figurino #olhardefrente #noticiasdehoje #fotoscriativas #customizaçãoderoupas #foto