Reflexões sobre a Intervenção na Venezuela: Entre o Poder e o Trauma Social.
Reflexões sobre a Intervenção na Venezuela: Entre o Poder e o Trauma Social
Por: Ginildete Manaia
Hoje, 3 de janeiro de 2026, vejo o mundo voltar seus olhos para a nossa vizinha Venezuela. Como Assistente Social, Técnica em Reabilitação de Dependência Química e Psicanalista Clínica, minha leitura deste ataque americano vai além das manchetes. Eu enxergo o sofrimento das famílias e o impacto devastador na saúde mental e social de um povo que acaba de ver seu território invadido e seus líderes capturados.
O Confronto de Narrativas: Maduro vs. Trump
Nesta madrugada, testemunhei a materialização de uma crise anunciada. Donald Trump justificou o uso da força e a captura de Nicolás Maduro sob o argumento de combater um "narcoestado". De um lado, temos Maduro, que personificou uma resistência soberanista enquanto o tecido social de seu país se esgarçava. Do outro, Trump assume uma postura de "xerife global", uma liderança que impõe sua vontade acima das leis internacionais, o que pode trazer graves implicações e isolamento para os próprios Estados Unidos.
As Consequências na Ponta do Lápis
As implicações desse ataque são profundas. Como assistente social, minha maior preocupação é o vácuo de poder e a iminente crise humanitária. Como psicanalista, sei que o trauma de uma invasão estrangeira gera feridas narcísicas e sociais que levam gerações para cicatrizar. E como técnica em reabilitação, entendo que cenários de guerra e caos são gatilhos perigosos para o aumento do abuso de substâncias como forma de escape da realidade.
Minha Posição
O governo brasileiro e as Nações Unidas já demonstram preocupação com essa quebra de soberania. Eu sigo acompanhando os fatos com o rigor que minha profissão exige, atenta não apenas à queda de um regime, mas à reconstrução das vidas que restarem após a poeira dos mísseis baixar.
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