Reflexão sobre Soberania, Ética e os Riscos do Autoritarismo.
Reflexão sobre Soberania, Ética e os Riscos do Autoritarismo
Como profissional dedicada à análise do comportamento humano e aos fundamentos da assistência social, sinto-me no dever de pontuar que a política externa e a defesa da ordem não podem ser dissociadas do respeito absoluto à Constituição e aos Direitos Humanos. Quando observamos líderes que, sob o pretexto de justiça ou poder, atropelam a soberania de outras nações e sequestram representantes políticos — independentemente de quem sejam —, estamos diante de uma violação gravíssima das leis internacionais.
Minha preocupação é que, ao aplaudirmos posturas marcadas pelo narcisismo e pelo autoritarismo, estamos validando um comportamento perigoso. O que hoje parece uma demonstração de força contra um "inimigo" distante, amanhã pode se tornar uma prática comum de abuso e arrogância contra qualquer país vizinho, inclusive o nosso.
Acredito que precisamos de um olhar muito mais apurado sobre essa realidade. O "maquiavelismo" político não busca a ordem, mas sim o controle absoluto através do medo e da quebra de protocolos democráticos. Como sociedade, não podemos ser coniventes com doses de sarcasmo e abuso de poder que ferem a dignidade humana. A segurança real nasce do respeito às leis, e não da imposição da vontade individual de um líder sobre as normas constitucionais.
Ginildete Manaia
Psicanalista Clínica e Assistente Social
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