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Mostrando postagens com o rótulo #todos #justiça #vidas

A Síndrome de Earl Devereaux: Quando a Ficção da Autoridade se Torna Realidade Social.

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A Síndrome de Earl Devereaux: Quando a Ficção da Autoridade se Torna Realidade Social ​Por: Ginildete Manaia ​A complexidade das interações humanas na sociedade contemporânea fomenta, não raro, fenômenos sociológicos e psicológicos de profunda estranheza. Um dos mais curiosos e, simultaneamente, inquietantes, é a propensão de certos indivíduos para a assunção de papéis de autoridade que, de jure , não lhes pertencem. Refiro-me àqueles que, movidos por uma idiossincrática e muitas vezes fantasiosa interpretação da ordem pública, portam-se como guardiões da lei sem jamais terem portado um distintivo ou prestado juramento institucional. ​Ao observar esse comportamento, é impossível não traçar um paralelo com uma figura icônica da animação cinematográfica: o Policial Earl Devereaux, do filme Tá Chovendo Hambúrguer . Na obra, Earl é a personificação da dedicação extrema à lei e à ordem. Ele exala autoridade, executa manobras físicas acrobáticas (frequentemente desnecessárias) e leva seu ...

O Desafio da Transparência e a Busca por Justiça​. Ginildete Manaia

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O Desafio da Transparência e a Busca por Justiça ​Ginildete Manaia Assistente Social, Especialista em Intervenção ABA, Pós-graduada em Docência e Ludopedagogia, Técnica em Reabilitação e Psicanalista Clínica. ​É estarrecedor perceber como as estruturas que deveriam garantir nossa segurança muitas vezes operam em uma zona cinzenta de alianças e "favores" que ignoram a ética e a legalidade. Ao buscar o setor de investigação, deparei-me com uma realidade nua e crua: a confirmação de que existe uma rede de monitoramento e proteção mútua entre agentes do Estado e figuras de influência local, como o proprietário do depósito de construção mencionado. ​O que ouvi do investigador não foi apenas uma explicação técnica sobre o mapa da região; foi a admissão de um sistema de "segundos olhos". Essa simbiose, onde câmeras privadas servem ao monitoramento informal da comunidade sob o pretexto de segurança, acaba criando um escudo de proteção para alguns, enquanto transforma cid...

Artigo de Opinião​ Por: Ginildete Manaia Assistente Social, Técnica em Reabilitação de Dependência Química e Psicanalista Clínica​O Câncer da Corrupção Sistêmica: Um Basta à Imoralidade

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Artigo de Opinião ​ Por: Ginildete Manaia Assistente Social, Técnica em Reabilitação de Dependência Química e Psicanalista Clínica ​O Câncer da Corrupção Sistêmica: Um Basta à Imoralidade ​A recente operação que resultou na prisão de um servidor do Judiciário por fraude em alvarás de soltura não é um fato isolado, mas o sintoma de uma patologia grave que corrói as instituições brasileiras. Como profissional que atua diariamente com as mazelas sociais e o sofrimento psíquico, não posso me calar diante da inversão de valores que testemunhamos. ​Falo com a propriedade de quem conhece a realidade da Bahia: enfrentamos quadrilhas que operam um jogo sujo e pesado dentro dos órgãos que deveriam garantir a ordem. É urgente que o nosso Presidente, as cúpulas do Judiciário e os setores de investigação intensifiquem o combate a esses esquemas. O crime de colarinho branco não fere apenas processos; ele destrói vidas, perm...

O Olhar Ético: A Imparcialidade como Ferramenta de Transformação.

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O Olhar Ético: A Imparcialidade como Ferramenta de Transformação ​Por Ginildete Manaia Assistente Social, Técnica em Reabilitação de Dependência Química e Psicanalista Clínica ​Muitas vezes, no senso comum, a palavra imparcialidade é confundida com frieza ou distanciamento. No entanto, ao longo da minha trajetória como assistente social e psicanalista, aprendi que ser imparcial é, na verdade, uma das formas mais profundas de respeito e entrega ao outro. ​Para mim, a imparcialidade não significa ser neutra diante da dor, mas sim ter a disciplina ética de não permitir que meus próprios julgamentos, preconceitos ou valores pessoais nublem a visão sobre a realidade de quem está à minha frente. É um exercício diário de "esvaziamento" do meu ego para que o sujeito possa aparecer por inteiro. ​O Desafio da Proximidade: Parentes e Amigos ​Um dos maiores desafios da minha profissão ocorre quando a demanda por ajuda surge de círculos próximos, como parentes, amigos ou conhecidos...

O Lado Obscuro da Instituição: Desvios de Conduta e Crimes no Ambiente Policial​ Por: Ginildete Manaia

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O Lado Obscuro da Instituição: Desvios de Conduta e Crimes no Ambiente Policial ​ Por: Ginildete Manaia Assistente Social, Psicanalista Clínica e Especialista em Reabilitação de Dependência Química ​No exercício das minhas funções, seja no acolhimento social ou na escuta clínica, frequentemente lido com a fragilidade humana diante do trauma. Um dos traumas mais complexos de se elaborar é aquele causado por quem deveria oferecer proteção: o próprio Estado. Dentro das delegacias, onde o cidadão busca justiça, podem ocorrer desvios de conduta que não apenas ferem o Código Penal, mas estraçalham a confiança nas instituições. ​Abaixo, elenco os crimes mais comuns praticados por servidores públicos (delegados, investigadores e escrivães) sob uma ótica técnica e ética, compreendendo que o crime funcional é, antes de tudo, um sintoma de uma estrutura adoecida. ​A Corrosão Ética: Crimes contra a Administração Pública ​No cotidiano das delegacias, o poder conferido ao cargo pode se tornar ...

Reflexão de Fim de Ano: Sobre os "Donos do Mundo" de Bairro.

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Reflexão de Fim de Ano: Sobre os "Donos do Mundo" de Bairro ​Às vezes eu paro para admirar — com uma ironia bem fina, é claro — essas figuras ilustres que brotam nas comunidades. Sabe aqueles "diplomatas do asfalto" que, em vez de bom senso, preferem desfilar um currículo de nomes influentes e contatos perigosos como se fossem troféus de ouro? Pois é, eu vejo e fico impressionada. ​É fascinante o esforço que essa gente faz para manter a pose de "intocável". O roteiro que eles me apresentam é sempre o mesmo: aquele olhar de quem quer intimidar o vento, as ameaças que já vêm ensaiadas e a frase que é música para os meus ouvidos: "comigo a porrada come e não dá em nada" . Acho quase poético alguém dedicar tanta energia para tentar ser o vilão de um filme que eu, sinceramente, não estou interessada em assistir. ​Eu fico pensando: deve ser exaustivo viver nesse personagem, precisando gritar "poder" em cada esquina só para disfarçar a próp...