O Imperativo da Alteridade: Justiça, Diálogo e a Reconstrução do Ser.
O Imperativo da Alteridade: Justiça, Diálogo e a Reconstrução do Ser. Por Ginildete Manaia Assistente Social, Psicanalista Clínica e Especialista em Educação e Reabilitação A prática do cuidado humano, em sua acepção mais profunda, transcende a mera aplicação de protocolos; ela reside na intersecção entre a ética e a sensibilidade técnica. No cerne da minha atuação, a justiça restaurativa emerge não apenas como um modelo jurídico, mas como uma filosofia de reparação. Ao priorizar a recomposição dos laços rompidos em detrimento do punitivismo estéril, buscamos a transcendência do conflito e a reafirmação da dignidade intrínseca a cada indivíduo. Nesse processo de cura e mediação, a comunicação não violenta atua como o alicerce indispensável. Trata-se de uma ferramenta de refinamento interpessoal que nos permite desarticular estruturas de hostilidade e substituir o julgamento pela empatia assertiva. É através dessa dialética humanizada que conseguimos acessar o núcleo das ...