O Banquete do Rei: Devorando meus Medos para não ser Devorado pela Vida. Por: Ginildete Manaia
O Banquete do Rei: Devorando meus Medos para não ser Devorado pela Vida Ginildete Manaia Assistente Social, Psicanalista Clínica e Especialista em Intervenção ABA Contemplo a imagem. No centro do meu campo de visão, a figura leonina não apenas ocupa o espaço; ela o submete. Sua postura não é de ameaça, mas de uma certeza ontológica de soberania. Ao seu flanco, a girafa e a zebra — símbolos de uma vulnerabilidade inerente diante do predador — não representam um perigo imediato, mas uma alteridade que ele tolera, ciente de sua própria supremacia. Esta cena não é meramente um registro da vida selvagem; é um espelho contundente da minha própria arquitetura psíquica e dos dilemas que permeiam a existência humana. Neste leão, enxergo a manifestação arquetípica do meu Ego em busca da autocracia. Ele é o dono do território, a autoridade que não se deixa intimidar pela presença do "outro". Em minha clínica, observo diariamente como nós, seres humanos, tencionamos essa mesma corda ...