O Uso do Espelho no AEE e na Clínica: Recurso ou Risco? Por: Ginildete Manaia
O Uso do Espelho no AEE e na Clínica: Recurso ou Risco?
Por: Ginildete Manaia
Na intervenção ABA e no Atendimento Educacional Especializado (AEE), o ambiente é o nosso terceiro professor. Por isso, a estrutura física de escolas e clínicas deve priorizar a segurança funcional acima da estética.
O espelho é uma ferramenta valiosa, mas seu uso exige critérios rigorosos.
🔍 Quando utilizamos?
Auto-reconhecimento: Construção da consciência corporal.
Imitação e Fala: Suporte visual para articulação de fonemas e movimentos faciais.
Esquema Corporal: Identificação das partes do corpo.
⚠️ Onde mora o perigo?
Muitas salas, tanto públicas quanto privadas, utilizam espelhos comuns de vidro em alturas acessíveis. Em momentos de crise ou busca sensorial intensa (fase hática/oral), esse objeto pode se tornar uma arma, causando acidentes graves se for puxado ou quebrado.
🛠️ Cuidados Indispensáveis:
Material: Substituir vidro por acrílico espelhado (inquebrável).
Fixação: Deve ser embutido ou colado diretamente na parede, sem frestas.
Individualização: O espelho não é para todos. Alunos com hipersensibilidade visual ou comportamentos disruptivos podem se desregular com o reflexo.
Ambiente Seguro: Além do espelho, o piso deve ser sempre antiderrapante e o mobiliário livre de peças pequenas que possam ser ingeridas.
Conclusão: Intervir com excelência é, antes de tudo, garantir a integridade física do aluno. O ambiente deve ser adaptado para proteger e evoluir, nunca para oferecer riscos.
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