A Estética do Incômodo: Se Minha Postura Te Ataca, o Problema é o Teu Reflexo Por: Ginildete Manaia
A Estética do Incômodo: Se Minha Postura Te Ataca, o Problema é o Teu Reflexo
Ginildete Manaia
Apresentar-se ao mundo com dignidade e esmero parece, para alguns, um ato de insolência. É intrigante como o asseio, a fragrância e uma vestimenta bem composta — alheia a etiquetas de luxo ou qualquer traço de vulgaridade — conseguem despertar o que há de mais arcaico no comportamento humano. Sou alvo frequente de julgamentos e estigmas; rotulam-me como "arrogante" apenas por eu não negligenciar o meu autocuidado e a minha postura.
Zelar pelo corpo e pela mente não é vaidade estéril; é o exercício do amor-próprio. Em uma sociedade onde o recalque se oculta na penumbra, o brilho alheio torna-se um insulto. Já fui hostilizada por vizinhos e seguidores que confundem autoestima com soberba, chegando ao extremo de ameaças físicas. Lanço, então, uma indagação: essa crítica voraz nasce do ódio ou de uma admiração mal resolvida? Afinal, os mesmos que me fustigam são os que mimetizam cada passo que dou.
O Alicerce da Minha Trajetória
Minha história não foi edificada sobre atalhos ou estratagemas. Minhas titulações acadêmicas são fruto de um esforço genuíno: frequentei a academia presencialmente, submetendo-me ao rigor do tripé teoria, prática e análise. Conquistei meu espaço através do intelecto, e não da bajulação.
Diferente daqueles que ascendem mediante a sabotagem alheia, meu patrimônio e minha vida profissional estão ancorados na integridade. Ao lado de um marido honrado, egresso da indústria, enfrento hoje as agruras de ser microempreendedora no Brasil, resistindo a um sistema que muitas vezes penaliza quem produz com honestidade.
Justiça e Realidade Econômica
É imperativo refletir sobre a nossa conjuntura: enquanto grandes conglomerados encontram brechas para a elisão fiscal, o peso tributário esmaga o pequeno empreendedor e a classe trabalhadora.
Aos que intentam contra mim mediante processos infundados, faço um apelo ao Judiciário: examinem o histórico dos acusadores. Descobrirão que a inclinação para o litígio e o hábito de prejudicar o próximo é um padrão neles, não em mim. Minha vida é um livro aberto; a verdade sobre minha conduta é pública e acessível a quem preza pelos fatos.
A Força que Me Rege
Aos que emanam o mal em Lauro de Freitas ou em qualquer outro lugar: não temo a covardia. Minha consciência é o meu santuário. Existe uma ordem cósmica que tudo observa e que, invariavelmente, apresenta a fatura da maldade. A força de Padilha das Almas conhece a minha essência e desmascara, no tempo certo, os que tentam subverter a justiça.
Não retrocederei. Seguirei de fronte erguida, impoluta e convicta do meu lugar. Se a minha luz provoca ofuscamento, o problema não reside no meu brilho, mas na cegueira de quem não suporta a própria imagem refletida no espelho da minha evolução.
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