O Veredito do Tempo: Um Manifesto contra a Injustiça. Por Ginildete Manaia
O Veredito do Tempo: Um Manifesto contra a Injustiça
Por Ginildete Manaia
Mantenho em minhas mãos a prova viva do que o silêncio e a omissão tentam apagar. Minha voz hoje é o eco de registros que documentam não apenas agressões físicas, mas a ferida profunda das violações de direitos e de uma degradação ética sistêmica que insiste em se perpetuar. Vivenciar a deturpação do rito processual e o desvirtuamento da lei é confrontar a face mais obscura da hipocrisia humana.
Muitos agem como se fossem imortais, encastelados em influências, acreditando que a mentira, quando formalizada, transmuta-se em verdade. Enganam-se. Aqueles que se julgam acima da lei e inatingíveis esquecem que o poder humano é uma quimera passageira. A verdade possui uma luz própria que não se extingue com decretos, nem se submete ao arbítrio dos que se consideram superiores.
Existe uma inteligência soberana, uma força que tudo permeia — do âmago da terra ao infinito do firmamento — e que não se deixa iludir por máscaras. É o juízo supremo que pesa a soberba e a iniquidade, trazendo à superfície o que foi ocultado para que a justiça, enfim, floresça sobre o solo da honestidade. Diante dessa consciência plena, nenhum artifício permanece de pé.
Para encerrar este relato de uma desventura profunda, mas permeada de resistência, entrego meu destino e esta denúncia ao senhor absoluto de todas as histórias, aquele que desmascara a impostura e harmoniza o que os homens descompassaram. Faço-o através da mais bela canção, que nos convida a meditar sobre a finitude e a soberania do destino:
"És um senhor tão bonito quanto a cara do meu filho...
Tempo, tempo, tempo, tempo...
Compositor de destinos, tambor de todos os ritmos...
Tempo, tempo, tempo, tempo...
Entro num acordo contigo...
Tempo, tempo, tempo, tempo..."
A verdade é o destino inevitável. O tempo é o senhor da razão e o executor da justiça que a mão humana, em sua falibilidade, tentou burlar.
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