O Sorriso que Esconde a Violência: Quando a Intuição é o Nosso Escudo.
O Sorriso que Esconde a Violência: Quando a Intuição é o Nosso Escudo
Desde que cheguei aqui, algo no comportamento do MDSVB e de sua esposa me acendeu um alerta. Eles sempre tentaram uma aproximação forçada, vestindo aquela máscara de "bons vizinhos", excessivamente prestativos. Mas a minha intuição nunca falha; quando o meu olho bate, ele é certeiro. Eu sentia que aquela "política da boa vizinhança" escondia algo turvo.
A insistência em ganhar a confiança do meu filho, que na época tinha apenas 8 anos, era o que mais me preocupava. MDSVB tentava de todas as formas criar um laço com o menino, pedindo para levá-lo à praia ou para ensinar a soltar pipa na rua. O episódio mais grave foi quando ele deu uma pipa para meu filho e o incentivava a soltá-la na nossa varanda.
Como a mureta era alta e o meu filho era pequeno, ele precisava subir em cadeiras para conseguir empinar a pipa. Do outro lado, o MDSVB ficava na varanda dele fazendo sinais, incentivando o menino a jogar a pipa mais para cima, a se esticar, a fazer movimentos que o colocavam em risco iminente de queda. Por três vezes, cheguei a tempo de flagrar meu filho quase caindo para o outro lado por causa desse incentivo irresponsável. Ali eu vi que não havia cuidado real; havia uma estratégia perversa de invasão e uma negligência assustadora.
Mesmo diante dos convites persistentes para aniversários e reuniões na casa deles, eu sempre mantive a distância. Respondia com educação, mas nunca alimentei intimidade. Orientava meus filhos a manterem o mesmo limite: "bom dia" e "boa tarde", mas sem abrir a porta da nossa vida. Eles queriam sondar nossa rotina, entrar no nosso lar, e eu nunca permiti.
O tempo, senhor da razão, provou que eu estava certa. Aquela mesma família que se mostrava solicita e sorridente foi a que, tempos depois, tentou tirar minha vida, arremessando uma garrafa de vidro contra mim sem qualquer provocação. Foi essa mesma família que puxou uma arma de fogo e que, hoje, tenta me caluniar com processos fraudulentos e narrativas inventadas para me extorquir, unindo-se a outros agressores que vieram para cima de mim.
Hoje, agradeço ao universo, aos meus orixás e à minha sensibilidade. Minha distância não era falta de educação, era preservação. O lobo em pele de cordeiro só engana quem abaixa a guarda, e a minha sempre esteve levantada contra quem carrega o coração sujo.
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