A Vitrine do Invisível: As Redes Sociais como Espaço de Práxis e Denúncia.
A Vitrine do Invisível: As Redes Sociais como Espaço de Práxis e Denúncia
A Rede como Extensão do Consultório e do Campo
Minha presença nas redes sociais não deve ser confundida com mera exposição pessoal. Como assistente social, psicanalista e técnica em reabilitação de dependentes químicos, utilizo essas plataformas como uma porta de entrada para o estudo de casos e a reflexão crítica. Em um cenário onde a violação de direitos humanos é uma constante, o digital torna-se uma extensão do meu campo de atuação.
O Cotidiano como Estudo de Caso
Ao compartilhar minhas vivências, realizo um exercício de análise institucional e social. O que público não é o meu "eu" privado, mas o "eu" profissional que testemunha a precariedade:
- Válvula de escape e denúncia: As redes funcionam como um registro vivo das falhas do sistema de justiça e da assistência social.
- Educação permanente: Ao levar demandas para o público, crio um espaço de troca com colegas de profissão e estudantes, transformando o relato em um estudo de caso coletivo.
- O digital como arena política: É um local onde reivindico, cotidianamente, o acesso aos direitos democráticos e a proteção efetiva às mulheres que sofrem com as diversas formas de violência.
Ética e a Responsabilidade na Exposição
A fronteira entre o pessoal e o profissional é atravessada pela responsabilidade ética que carrego em cada formação. Falar sobre as dificuldades no campo da justiça, da reabilitação e da vulnerabilidade social é um ato de transparência pedagógica. Não se trata de expor a vida, mas de expor as feridas do tecido social que as instituições, muitas vezes, tentam silenciar.
Ao trazer essas questões para o debate público, busco não apenas a visibilidade, mas a mobilização. É através da liberdade de expressão na rede que incito a reflexão sobre a necessária reforma no acesso à justiça e na rede de proteção que, na prática, ainda falha em amparar quem mais precisa.
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