A Ética no Servir: Reflexões sobre Probidade e o Dever Profissional .
A Ética no Servir: Reflexões sobre Probidade e o Dever Profissional
Por: Ginildete Manaia
Assistente Social, Técnica em Reabilitação de Dependentes Químicos, Especialista em ABA e Docência do Ensino Superior.
Em minha trajetória na Assistência Social e na Reabilitação, aprendi que a técnica, por mais refinada que seja — seja ela uma intervenção ABA ou um protocolo de desintoxicação — carece de alma se não estiver ancorada em um alicerce ético inabalável. No cotidiano da gestão pública e do atendimento direto ao cidadão, frequentemente nos deparamos com termos que parecem restritos aos tribunais: probidade e improbidade. Mas o que eles significam no "chão" da nossa prática?
O Meu Compromisso como Profissional Proba
Ser uma profissional proba vai muito além de apenas cumprir o horário. Para mim, a probidade é uma virtude ativa. É o exercício da honestidade e da coragem. Ser probo é garantir que o serviço público seja um porto seguro para o cidadão, e não um balcão de negócios ou proteção de interesses particulares.
A Face Cruel da Improbidade e da Omissão
Infelizmente, a teoria muitas vezes colide com uma realidade amarga. Vivenciei situações onde a improbidade se manifestou na forma mais grave: a omissão. Quando uma autoridade policial ignora vídeos comprobatórios de um crime cometido à minha porta, ela fere o princípio da legalidade.
A situação se torna ainda mais absurda quando a agressividade — potencializada pelo uso de substâncias — bate à nossa porta. Sofri agressões de um vizinho que, sob efeito de drogas e álcool, arremessou garrafas, proferiu ameaças de morte e chegou ao extremo de sacar uma arma contra mim, ordenando que eu não me "metesse em seus negócios".
O que vemos aqui é a tentativa de inverter a verdade: agressores que correm à delegacia para forjar boletins de ocorrência, apresentando-se como vítimas para tentar me incriminar. Isso é um atentado contra a justiça. Quando agentes públicos se aliam a esses comportamentos ou se omitem diante deles, deixam de ser servos do povo para se tornarem cúmplices do erro.
O Serviço Público Não é Extensão de Casa
Não tenho medo daqueles que se valem de patentes ou de pequenos poderes para se acharem acima da lei. Como especialista em docência e ética, reafirmo: o serviço público não é a casa de ninguém. Ele pertence à coletividade.
- O Agente Ímprobo: É aquele que usa o cargo para proteger "amiguinhos" ou para ignorar evidências claras (como o vídeo da agressão que sofri).
- A Minha Postura: Permanece sendo a da retidão. A mentira e a manipulação processual podem tentar confundir, mas o caráter probo resiste ao tempo e aos fatos.
Conclusão: A Ética como Norte
Como Assistente Social, entendo que a nossa maior ferramenta de trabalho é a nossa credibilidade. Atuar com probidade é o requisito mínimo para quem se propõe a gerir o que é de todos. Não aceito a inversão de valores onde o agressor vira vítima e o servidor público vira espectador do crime.
Meu compromisso permanece sendo a busca pela verdade e pela justiça. O saber técnico que carrego só faz sentido se eu tiver a coragem de denunciar o que é ímprobo e defender o que é justo.
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