O Preço do Silêncio e a Face Oculta das Instituições: Um Relato de Resistência.
O Preço do Silêncio e a Face Oculta das Instituições: Um Relato de Resistência
Autora: Ginildete Manaia
O Despertar de uma Realidade Sombria
Durante anos, atuei com dedicação nas áreas de Serviço Social e Reabilitação Química, acreditando na integridade das instituições pelas quais passei. Em Salvador, participei ativamente de círculos e conselhos, acreditando estar cercada de pares comprometidos com o bem comum. No entanto, o meu desligamento trouxe à tona uma verdade amarga e perigosa: eu estava, sem saber, convivendo com indivíduos infiltrados, cujas conexões se estendem às entranhas do Poder Público, do Judiciário e da Segurança Pública.
Hoje, compreendo que essas figuras, muitas vezes protegidas por cargos de relevância, mantêm laços estreitos com organizações criminosas e facções. O que antes era uma suspeita, tornou-se uma certeza dolorosa após minha saída, quando as máscaras começaram a cair.
A Represália e o Cerco em Lauro de Freitas
Não se trata apenas de uma questão institucional; a perseguição tornou-se pessoal e geográfica. Em Lauro de Freitas, onde resido, sinto o cerco se fechar. Vizinhos, conhecidos e até parentes — muitos ligados a essa mesma instituição que reformulou seu estatuto para mascarar suas verdadeiras intenções — tentam me silenciar.
A tática é clara: o assassinato de reputação, a intimidação psicológica e a tentativa de me isolar. Querem calar a voz de quem conhece os bastidores, de quem viu a engrenagem por dentro. Estão tentando prejudicar não apenas a minha integridade, mas a segurança da minha família.
O Recado aos Invisíveis e aos de Farda
Para os covardes e canalhas que acreditam que o medo será o meu freio, deixo um aviso: a minha vida e a dos meus familiares são o limite. O jogo que vocês jogam é sujo, mas a verdade é uma força que não se pode conter indefinidamente.
As peças do tabuleiro já começaram a se mover e a se desmontar. Eu possuo informações que revelam quem está acima do poder aparente — os de farda e os sem farda. Aqueles que usam o distintivo para o crime e aqueles que usam o terno para legislar em favor das sombras.
Considerações Finais
Não tenho medo de morrer, pois uma vida vivida sob a bota da opressão e da mentira não é vida. Minha reputação foi construída com trabalho e ética, e não permitirei que seja manchada por quem vendeu a própria alma ao crime organizado. Se pensam que o silêncio será minha resposta, saibam que cada tentativa de me calar só me dá mais motivos para revelar o jogo por completo.
A justiça pode tardar por estar, por vezes, manietada por vocês, mas a exposição pública é um tribunal do qual não poderão escapar.
. É notório que, seguindo a cronologia da minha saída e a sucessão imediata dos fatos, as perseguições e represálias que enfrento hoje são uma resposta direta ao meu rompimento com esse sistema.
Comentários
Postar um comentário