Minha trajetória não aceita fofoca: Entre diplomas, escolhas e o meu propósito. Por: Ginildete Manaia
Minha trajetória não aceita fofoca: Entre diplomas, escolhas e o meu propósito
Por: Ginildete Manaia
Assistente Social, Psicanalista Clínica e Técnica em Reabilitação de Dependência Química.
Sempre pautei minha trajetória acadêmica pela excelência. Quem me conhece e acompanhou meu histórico na UNEB sabe que meu compromisso com o conhecimento sempre foi absoluto: meu boletim era maravilhoso, notas altas, tudo impecável. No entanto, chega um momento em que precisamos separar o que é "obrigação" do que é propósito.
Decidi deixar a UNEB não por falta de fôlego, mas por excesso de clareza. O curso tornou-se maçante e exaustivo, com aulas que já não conversavam com a minha prática clínica. Outras pessoas sentiram o mesmo e saíram logo no início; eu ainda insisti e segui até onde foi possível. Quando os obstáculos técnicos — como o defeito no meu notebook — surgiram, eles apenas confirmaram o que minha inteligência já havia decidido: eu precisava focar no que realmente importava.
Diferente do que as más línguas tentam desenhar, eu não "desisti". Eu escolhi para onde direcionar minha energia. Enquanto aquele curso perdia o sentido, eu conquistava uma bolsa de 80% em uma especialização que era o meu sonho e que agregava diretamente à minha atuação na área psíquica. Fiz as duas pós-graduações ao mesmo tempo até onde foi estratégico.
O resultado fala por si: Concluí minha especialização com as melhores notas, no tempo certo e com dedicação total. Quando a gente faz o que ama, a gente vai até o fim. Minha prioridade sempre foi fortalecer minha bagagem técnica para oferecer o melhor na saúde mental e no atendimento clínico.
Para quem perde tempo inventando histórias ou tentando diminuir minha jornada: enquanto você foca no meu nome, eu foco nos meus resultados. Vá cuidar do seu terreno, pintar sua casa ou arear suas panelas. Deixe de encher a paciência de quem está produzindo.
É muito fácil criticar o caminho alheio quando não se tem a coragem de trilhar o próprio. Eu trilhei um caminho que muitos não chegariam nem na metade. Minha história é feita de prática, teoria e, acima de tudo, da soberania de decidir o que é melhor para a minha vida.
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