ARTIGO DE OPINIÃO: O Banquete de Baco e o Carnaval de Rua – Minha Leitura sobre a Evolução do Celebrar.

ARTIGO DE OPINIÃO: O Banquete de Baco e o Carnaval de Rua – Minha Leitura sobre a Evolução do Celebrar 

​Por: Ginildete Manaia

Assistente Social, Técnica em Reabilitação de Dependente Químico, Especialista em Intervenção ABA aplicada ao Transtorno do Espectro Autista, Pós-graduada em Docência do Ensino Superior com Ludopedagogia.

​Sempre que observo o movimento das ruas durante o Carnaval ou as nossas tradicionais festas de largo, a minha mente faz uma ponte direta com a história. Como profissional que atua tanto na reabilitação quanto no desenvolvimento humano, percebo que o ato de festejar é uma das expressões mais profundas — e complexas — da nossa sociedade, e eu não consigo olhar para isso sem analisar as nossas raízes.

​As Festas "Barco" e o Legado de Baco 

​Mergulhando na história antiga, encanto-me com as celebrações dedicadas a Baco, muitas vezes realizadas em barcos ou banquetes itinerantes. O que muitos chamam hoje de "farra", eu vejo como um ritual de descompressão que já era necessário há milênios. Eu entendo o vinho, naquele contexto, como o condutor de uma liberdade absoluta, onde a música e a dança serviam para que as pessoas esquecessem as pressões da realidade.

​Naquela época, eu vejo que a entrega era total. Era o momento em que a máscara social caía e o ser humano se mostrava na sua essência, sem as amarras das leis da cidade.

​O Carnaval e as Festas de Largo: O Nosso "Barco" Moderno 

​Hoje, vejo o nosso Carnaval e as festas de largo como herdeiros diretos dessa tradição milenar. Encontro uma semelhança fascinante entre o "transe" dos antigos e a energia vibrante que sinto quando vejo a multidão seguir um trio elétrico ou ocupar uma praça.

​O Espaço da Igualdade: Para mim, a festa é onde as diferenças se diluem. Vejo o asfalto transformar-se num território democrático onde a alegria é a regra principal. ​O Brincar como Cura: Através da minha lente na ludopedagogia, defendo que a festa é o "brincar" do adulto. Eu acredito que é uma necessidade psíquica extravasar e renovar as energias para suportar o cotidiano. ​Minha Consciência no Brincar: Por outro lado, a minha experiência técnica na área de reabilitação obriga-me a olhar para o consumo "regado" com cautela. Se na Antiguidade a festa tinha um caráter ritualístico, hoje vejo como o nosso maior desafio manter a potência da celebração sem perder o equilíbrio. Eu luto para que a festa seja sempre um espaço de celebração da vida. ​Uma Curiosidade que Partilho 

​Sabiam que o termo "bacanal" hoje tem um sentido pejorativo, mas na sua origem era um momento sagrado de libertação? Eu proponho um desafio para a nossa era: resgatarmos essa alegria genuína das festas de largo — aquela que nos conecta com a nossa cultura e com o próximo — de forma autêntica e saudável.

​Mudamos as vestimentas e trocamos os barcos antigos pelos trios, mas eu sinto que o desejo humano de pertencer e celebrar a existência continua a ser o que nos move. Eu celebro essa história, mas sempre com o olhar atento ao bem-estar do ser humano.

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NAVEGANDO NO ESPECTRO

O mundo não se divide em pessoas boas e más. Todos temos luz e trevas dentro de nós. O que importa é o lado o qual decidimos agir. Isso é o que realmente somos. Sirius Black Harry Potter e a Ordem da Fênix Maquiagem: Ginildete Manaia Manaia Ginildete Manaia Figurino completo: Ginildete Manaia Fotos: Ginildete Manaia#ginildete #halloween2024 #laurodefreitas #axe #felicidade #bahia #figurino #olhardefrente #noticiasdehoje #fotoscriativas #customizaçãoderoupas #foto