A Conexão Botânica e Terapêutica: Lúpulo e Cannabis. Por: Ginildete Manaia
A Conexão Botânica e Terapêutica: Lúpulo e Cannabis
Por Ginildete Manaia
Especialista em Intervenção ABA Aplicada ao Transtorno do Espectro Autista, Pós-graduada em Docência do Ensino Superior com Ludopedagogia, Assistente Social, Técnica em Reabilitação em Dependência Química e Psicanalista Clínica.
Na minha trajetória profissional, busco integrar conhecimentos que vão da análise do comportamento à saúde mental profunda. Ao observar a relação entre o Lúpulo (Humulus lupulus) e a Cannabis (Cannabis sativa), percebo como a natureza oferece compostos que, embora venham da mesma família botânica (Cannabaceae), exigem abordagens clínicas distintas.
A Estrutura Química e o Comportamento
Ambas as plantas possuem terpenos, substâncias que conferem aroma e possuem efeitos fisiológicos. O mirceno, presente nas duas, tem um papel significativo na modulação do relaxamento.
Lúpulo: Atua como um calmante natural. Suas propriedades são frequentemente exploradas para reduzir a ansiedade e melhorar a qualidade do sono, sem os efeitos psicoativos que podem complicar o quadro de um paciente em reabilitação. Cannabis: Contém fitocanabinoides que interagem diretamente com os receptores do sistema endocanabinoide, possuindo um potencial terapêutico robusto, mas que requer um acompanhamento rigoroso devido às implicações na dependência química. O Olhar da Especialista
Como especialista em ABA (Análise do Comportamento Aplicada), entendo que tanto o uso de substâncias quanto a busca por alívio natural são comportamentos que têm uma função. Seja no manejo de crises no autismo ou no suporte a dependentes químicos, meu papel é identificar esses gatilhos e oferecer alternativas que promovam o bem-estar sem comprometer a autonomia do indivíduo.
A integração da ludopedagogia e da psicanálise me permite ver além da planta; vejo o sujeito e sua relação com o que ele consome, buscando sempre o equilíbrio entre a ciência do comportamento e a saúde emocional.
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