A Máquina da Intimidação: Quando a Influência e o Crime Batem à Porta .
A Máquina da Intimidação: Quando a Influência e o Crime Batem à Porta
Por: Ginildete Manaia
Não escrevo apenas como cidadã, mas como uma profissional dedicada ao desenvolvimento humano e à justiça social. O que vivenciei na porta da minha residência não foi um desentendimento trivial, mas uma tentativa deliberada de coação através do uso de influências e do poder paralelo. É urgente denunciar aqueles que instrumentalizam contatos na Segurança Pública, no Judiciário ou em organizações criminosas para silenciar e humilhar suas vítimas.
Fui alvo de um cerco planejado. Vizinhos, agindo de forma coordenada, convocaram grupos externos para me intimidar no meu próprio lar. Fui confrontada com a exibição ostensiva de armas brancas, objetos cortantes e armas de fogo. A estratégia era clara: instaurar o medo através da demonstração de força e da sugestão de conexões perigosas, acreditando que a impunidade seria o resultado final.
Como especialista, compreendo o impacto profundo dessa violência psicológica. Juridicamente, tais atos são crimes graves. O uso de grupos para ameaçar configura Associação Criminosa (Art. 288, CP), enquanto a tentativa de impedir qualquer denúncia ou ação legal caracteriza Coação no Curso do Processo (Art. 344, CP), cujas penas de reclusão podem chegar a quatro anos, além das sanções pelo porte ilegal e exibição de armas.
Não há prestígio ou influência que se sobreponha à dignidade humana e ao rigor da lei. A justiça não pode ser negociada na porta de casa por grupos que se julgam acima do Estado. Este relato é a minha resistência: o silêncio não será a minha resposta. Aqueles que optam pela barbárie e pela ameaça devem, agora, prestar contas à autoridade da Lei.
Ginildete Manaia
Assistente Social Psicanalista Técnica em Reabilitação de Dependente Químico Especialista em Intervenção ABA aplicada ao Transtorno do Espectro Autista Especialista em Docência do Ensino Superior com Ludopedagogia
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